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ATÉ AO FIM

ATÉ AO FIM


Não me digam
O que posso ser...
O que deveria ser...
Nem o que queriam que fosse

o esforço que fiz
para chegar até aqui
foi simplesmente viver
foi a vida
que aqui me trouxe

e vai ser sempre assim
até ao fim
a vida fará de mim
o que quiser

de nada valeu lutar...
querer ser diferente...
é evidente
que tento sempre mudar...

seguir em frente
é sempre
o caminho que me resta
é esta a festa
que a vida nos ensina!

recuar
nunca será vacina
certa
cada segundo,
ganho ou perdido,
cada batalha
que se nega
cada passo que não der
nunca será descoberta

cada um constrói como quer
a sua própria utopia
a minha pode ser
uma mulher,
uma ideia,
um pormenor, apenas,
um horizonte, uma ilha...
um livro de poemas
um prato de lentilhas
uma mentira piedosa
uma enganosa verdade
uma noite de amor
uma prisão
uma mão amiga
uma canção...
um amigo

mas aquilo que preciso
e quase nunca consigo
dentro da minha solidão,
da verdade que nunca digo,
é poder andar abraçado
livremente
à palavra liberdade
e esquecer que existe
a sociedade!
ressoa
Enviado por ressoa em 13/07/2005
Código do texto: T33696
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Sobre o autor
ressoa
Portugal, 67 anos
72 textos (1880 leituras)
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ressoa