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FAZENDO (de) CONTAS

FAZENDO (de) CONTAS


Pétala a pétala
Desfolho o espinho
Do meu poema
Que pode ser um carinho
E pode ser um dilema...

Mas quando se solta a pena
Há que resolver o problema

A caneta já não pára
Parte, avara,
À procura da rima que não vem
Às vezes não convém
Deixar a caneta à solta
Às vezes revolta
Não a poder controlar

Perdem-se todas as pétalas da rosa
Cavam-se todas as rugas do rosto
Chega até a ficar vaidosa
A maldosa da caneta
Mas não domina o poeta

Deitei fora a caneta
Apanhei uma a uma
Cada pétala da flor
Juntei uma a uma
Cada rima que caíu no chão
Ergui o poema que morria
De forma sistemática
Mandei fora a matemática
E a soma estava ali
Naquele amor que me sorria
Na minha poesia
ressoa
Enviado por ressoa em 13/07/2005
Código do texto: T33706
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Sobre o autor
ressoa
Portugal, 67 anos
72 textos (1879 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 22:05)
ressoa