SINFONIA DE DORES PUNGENTES
Ecoa a dor das horas mortas,
Solando acordes merencórios,
Frementes, vis e pavorosos,
Num jeito insano qu'incomoda...
Eu choro, choro, no tormento
Da dor extrema que asfixia;
Minh'alma trágica, sombria...
Que sempre canta seus lamentos!
Ai, dor! Que dor o peito sente!
Soluça e geme a pobre alma
Co'a dor que mina sua calma
E sola versos inclementes!
Oh! Alma triste e deformada!
Por que sofrer tanta agonia?
A noite traz melancolia
À alma tão inconformada!...
Exímia dor! Oh! dor sinérea!
Plangente dor, harmoniosa!
Pungente dor, audaciosa!
Tu és sonora e etérea!
AnnBaudelaire
Enviado por AnnBaudelaire em 01/02/2012
Reeditado em 27/12/2012
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