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HAVIA UM CAMINHO

Havia um caminho
Parálio às lagrimas
De lendárias marés
- Pulsar da emoção primeira -
 
Curtíamos o rio de outros olhares
- E nas cavidades da alma
Surgia a visão de uma ilusão -
Esquecíamos tudo
 
Observávamos essa vida
Que nos atravessava
Sem sequer nos ferir
- Com a dor irmã de toda ciência e vivência -
 
(Pensávamos então: se fôssemos nadar
Contra-corrente sem reter
A memória que fomos
Viria decerto essa felicidade
No avesso da saudade)
 
E quanto sabemos agora!
Quanto erramos e aceitamos!
Quanto acertamos e amamos!
Venham esses amanhãs que nos exortam
No pressentimento dos delírios!
 
Sentimos assim a undívaga poesia
Que há em nosso caminho milenar:
O mesmo que nos levou
Do nada para algum lugar.
 

Jean Pierre Barakat
Enviado por Jean Pierre Barakat em 05/02/2005
Reeditado em 29/01/2013
Código do texto: T3502
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Jean Pierre Barakat
Fortaleza - Ceará - Brasil, 53 anos
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1 e-livros (96 leituras)
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Jean Pierre Barakat