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ANSEIO

Há muito que me deito com a ausência tua,
Há tanto tempo que acostumei deitar-me assim:
Vazio,
Com frio,
Querendo apenas acordar amanhã
E contar mais um dia
Na conta que se escoa
E tanto faz.

Há muito que os meus sonhos são apenas
Um mergulho na escuridão,
Que nem sei de onde vim
Quando o sol clareia os meus olhos
E vejo tudo como sempre esteve:
O meio frasco de perfume,
Aqueles lápis,
Aquelas coisas tão tuas,
A foto na bicicleta com o abrigo de lã...

Só então sei que começou mais um dia
Sem teu cheiro,
Sem a tua voz alegre de bom dia,
Sem o teu riso
E os teus dedos fazendo-me cócegas
Para eu acordar...

É tão pior ter saudades de dia.
É tão pior retomar a tua lembrança
Todas as manhãs
Que sonho com o dia de te esquecer
Para poder sonhar contigo todas as noites inteiras...
Chico Steffanello
Enviado por Chico Steffanello em 05/02/2005
Reeditado em 23/04/2008
Código do texto: T3525

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Sobre o autor
Chico Steffanello
Sinop - Mato Grosso - Brasil, 58 anos
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