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Fronteira

Invoquei seu nome
para fazer amor.
Às vezes me sinto um pomar
e sua mão de homem
em minha terra morna,
revela-me fecunda,
brisa entre as frutas.
Em meus peitos, só
de presteza e assanho,
um arrepio eriçado
denunciou o desejo,
mas fiquei quieta
porque não era hora.
De súbito, o embaraço:
Que fruta sorveria
de minha boca
se as maçãs não lhe confortam?
De caldo espesso, a ternura
faz um doce,
põe nele um nome
e diz que nunca acaba.
Minha mãe e eu sabemos
que isso é só engodo.
Sem limite, ó filha,
é só Deus.
claudia lidroneta
Enviado por claudia lidroneta em 18/07/2005
Código do texto: T35425
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Sobre a autora
claudia lidroneta
Israel, 48 anos
42 textos (1096 leituras)
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claudia lidroneta