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QUEM DERA

Quem dera
fosse um poeta
e de forma discreta
escrever meu pensar.

Quem dera
fosse um escritor
e dominado pelo furor
as palavras eternizar.

Mas quem sou eu afinal?
apenas uma criatura
que tem uma luta dura
de nadar contra a corrente.

Sou mais um entre milhões
remando contra a maré
no meu peito eu tenho fé
não desisto facilmente.

Quem dera
encarar os meus problemas
resolver os meus dilemas
para não me enganar.

Quem dera
fosse mais humilde e mais humano
não me esconder debaixo do pano,
para aos outros ajudar.

Mas que sou eu afinal
tentando combater o mal
tentando descobrir a realeza,

sou um simples mortal
sem poder, pobre e banal
cheio de falhas e incertezas.
Negro arcanjo
Enviado por Negro arcanjo em 19/07/2005
Código do texto: T35703

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Sobre o autor
Negro arcanjo
São Paulo - São Paulo - Brasil, 49 anos
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Negro arcanjo