Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

PINGOS DE POESIA...

poeminhas variados:

HOMEM CHORA?

Uns pingos (frios?)
e teimosos choram
sobre meus brios!

PERIFERIA

Vê como é comum
a minha rua: casas tortas,
sem portas... E todos em jejum!

MELANCOLIA

Vida cinza –
Poema em preto e branco
não sabe avivar manhãs!

SEPARAÇÃO

Hoje esmaguei amor.
Amanhã saudade vai
chover dentro de mim.

NASCITURO

O poema rebelde
fez careta para o poeta
e fugiu em disparada...

PÁSSARO CANTOR

Canta, voa, revoa,
gira, canta, encanta.
Pássaro curtindo garoa.

LUA BRANCA

Ontem fiz um poema
da lua na poça da rua.
Ninguém apreciou o tema.

BRIGAS

Esmagou a rosa na mão.
Chora flor entre os dedos,
no chão pingam segredos!

MONTROS DA NOITE

Calei. Nos cantos desta
noite cantam os grilos.
Choram meus pupilos!

Negligência

Ela não soube cuidar
do verso de amor que
havia no meu olhar!

Espelho

Entre as poças da rua
das minhas lembranças
passeia eu, desfila a lua!

Aroma

Quem pensa passar imune
pelo teu mundo, jamais
sentiu teu perfume!

ABANDONADO

Boa noite, amor, onde estiveres!
Daqui ficarei ideando teus encantos.
Antes que ultime de vez os teus haveres.

SOU VÁRIO

Sou múltiplo, sou tantos em um;
(que nem sei mais) qual de mim sou eu.
(Seria tão incomum) não ser mais nenhum?

POETA

Sou jardim de beija-flores...
Sou o néctar, sou os valores.
Sou o remo e sou os remadores!

DEUS

Sou a fé que te ajoelha,
sou a voz que te aconselha.
Sou a pedra, sou a muralha, sou a telha!

RUA DA FOFOCA

Sou comum, sou qualquer um:
sou do jeito que seus olhos me vêem.
Aceito ser o tema na rua do zunzunzum.

PESCARIA

Quem sabe do fundo do rio
é o peixe quem me pesca!
Usando anzol e isca de alforrio.

BEIJO

Se sua boca toca a minha:
saio do chão, caminho no céu.
Sou um rei no beijo da minha rainha.

PEIXINHOS

Esses peixinhos realçados
pelas mãos de Deus; são pingos
de calma nesse rio pingados!

SEPARAÇÃO (de corpos)

Agonia, desejo, vontade.
Distância que fere e rasga
a carne. E sangra saudade!

SEDE OU FOME?

Veja como o verso pede
outro verso, e outro, e outro...
De certo verso de verso tem sede!

TRETA OU MUTRETA?

Quem foi que disse que poeta
sabe tudo sobre o amor?
- Sabe nada de nada, é tudo treta!

EXAGERADO

Humilha, fere, faça dor.
Talvez mereça mais que isso.
Amar em demasia, perde-se no amor!

DEDICAÇÃO (de poeta)

Com a esferográfica na mão
viro um samurai e venço guerras.
E nasce verso do suor e da abnegação.

NATURALMENTE...

Se for amor o desejo brilha
possante nos olhos dos amantes.
Lei da vida. Lobo segue a matilha!

CASAMENTO

No início, sabor de um fino mel.
Durante, a guerra bate a paz.
No adeus, picadas de cascavel!

FLORES

Esse branco, esse roxo, esse luxo...
São pétalas do vergel de Deus?
Ou é profano, coisa de bruxo?

SELVAGERIA

E treme a flor na ramagem.
Lá vem a madame fazer a ceifa.
Quem aqui que é a selvagem?

ESCRAVIDÃO

Marcha o cavalo pelo atalho da morte.
aonde do preto velho furtaram a vida.
Nem era boi e foi feito de boi de corte

ACABOU O XORORÔ

Estranho! Você sumiu daqui.
Vivia igual a um bem-te-vi.
Teu galhinho era em mim.
IVAN CORRÊA
Enviado por IVAN CORRÊA em 09/05/2012
Código do texto: T3658991
Classificação de conteúdo: seguro
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
IVAN CORRÊA
Catalão - Goiás - Brasil
2372 textos (68587 leituras)
5 e-livros (134 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 01/11/14 05:40)
IVAN CORRÊA



Rádio Poética