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QUANDO (DEPOIS DE TUDO)



Quando (depois de tudo)
Pudermos sentir
O cheiro da liberdade
Através das grilhetas
Dum futuro incerto...

Quando sentirmos que
Dois já não são tudo
E o mundo é diminuto
Para comportar o nosso amor...

Quando pudermos olhar
Por cima da cidade
Sem medo
Que dedos indiscretos nos apontem...

Quando
Para além do que a vista alcança
Ainda conseguirmos entender
Uma réstea de ternura no olhar...

Quando,
Seja por que processo for,
Conseguirmos ser apenas um
Passeando nas alamedas floridas
Da nossa felicidade...

Quando já não houver receio
De olhar o passado,
Como tubarão devorador,
E sentirmos que é sempre no futuro
Que se contrói o verdadeiro amor...

Quando formos capazes
De nos encararmos longamente
E apenas encontrarmos amor para olhar...

Então sim!

Encontraremos a suprema razão de viver!

___________________________Ressoa
In "POEMAR" Hugin Editores ano 2000 - www.joaomoutinho.com
Pode ouvir aí os poemas ditos pelo
ressoa
Enviado por ressoa em 24/07/2005
Código do texto: T37202
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Sobre o autor
ressoa
Portugal, 67 anos
72 textos (1879 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 00:28)
ressoa