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A VIDA NO JOGO...

A vida no jogo
Da vida que se joga
Pela porta que parte
Enquanto parte na vida
Pelo jogo da sobrevida
Tocando tantos instrumentos
O que se perde em lamentos
Pelo que não se jogou
Jogando para fora, dores
Das dores que se ganha na vida
Enquanto nada se faz
São feitos os jogos que seduz
Sedução pelo desconhecido
Conhecendo e sendo jogado
Nas sarjetas que se encontram
As pequenas moedas que se jogam
Descartes de uma vida sem critério
Pelo crédito de ter uma pequena vida
Jogadas por todas as notas
Notando o tempo que se passa
Enquanto o passado bate na cara
Com o presente cobrando o futuro
Jogando em um canto qualquer da sala
Quando toca a minha música
Que joga o prazer de lado
Pelo lado que me pede, só pede
Pedindo para manter a mesmice
Com medo de jogar o futuro
E na alvacenta manhã
Jogo a esperança que recolho
Na âncora que levanto
Para singrar por esses mares
Repartindo as águas
Pela nau escura que me joga
Sempre para frente
Atrás de um novo dia
Do Porto de partida
Jogamos rosas no mar da tarde
Enquanto a noite me espera
Noturno de outras floradas
A outra solidão me toma pela mão
Como o olhar que brilha naquela estrela.

Mas nunca tive medo de ser feliz!

Peixão89
Integra a Ciranda "Canção da Vida" da Sala dos Poetas da Efigênia Coutinho.
Peixão
Enviado por Peixão em 24/07/2005
Reeditado em 20/01/2006
Código do texto: T37353
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
3231 textos (120251 leituras)
1 e-livros (241 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 19:10)
Peixão