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CHUVA

Chovia, numa insólita tarde,

chuva gostosa, bendida, esperada,

mansa sem alarde,

e ali espiando pela janela,

vendo essa água desejada,

caindo translúcida,

beijando a terra dos sofredores,

lavando os pecados,

removendo a poeira, a sujeira

dos pecadores,

e da vil tirania,

embeveci-me com a cena,

destes alegres pingos,

numa poça pequena;

De repente a chuva parou,

o sol se fez, e com soberania,

impôs sua eterna lei,

a água furtiva, rolou

e pelo chão se infiltrou,

escondendo-se do astro rei,

neste momento, não sei porquê,

lembrei-me de você,

bateu um certo quê

de nostalgia,

talvez mágoa,

de um certo dia,

de um certo adeus,

de um coração ferido, perdido,

confuso, partido,

e neste devaneio,

percebi, como a chuva que cai,

e escoa,

o amor sem cuidado,

com o tempo voa

e lentamente se esvai ...

dez/03


Direitos Autorais reservados
Registro Fundação Biblioteca Naciona/RJ
ANDRADE JORGE
Enviado por ANDRADE JORGE em 25/07/2005
Reeditado em 22/11/2006
Código do texto: T37497

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Sobre o autor
ANDRADE JORGE
Jundiaí - São Paulo - Brasil
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