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Dança Em Largo


Salpicado com cal...
Sem sombra nem telha nem celha.
Com o olhar baixo e esguio,
Separado do sol,
Sem temperos, só sal.

Na rampa do navio pirata
Vendado e esfaqueado na nuca,
Distraído, minimizado e espirrando!
Acabou de cair outra lua,
Se jogou do vigésimo andar, nua!

Está distante esta proposta.
Mesmo jogando pedra em espelho,
Ou apostando na loteria,
Essas datas que sempre eram
E que nunca deixarão de ser.

Um ataque de formigas pelo ouvido.
Plantações de tomates destruídas.
Alguns contatos sem respostas,
Os alienígenas são reservados.
Essa dança está muito lenta!

Salão de jogos aberto, apostas,
Mentiras e seus recados.
A casa cheia de convidados,
Todos tiraram os seus sapatos.
A roda continua lenta, muito lenta!

Precisa sair da cratera, logo.
Já é hora de contar flores amarelas.
Antes verei a corda bamba,
Depois eu conto o que aprendi...
Quando essa dança lenta for presto!!!



Felipe Melo
Enviado por Felipe Melo em 09/02/2005
Reeditado em 09/02/2005
Código do texto: T3776
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Sobre o autor
Felipe Melo
Recife - Pernambuco - Brasil, 35 anos
38 textos (3520 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 02/12/16 20:41)