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Confissão de Um Nó




Numa poeira de armário,
Dentro do porão
Anexo ao miocárdio,
Há restos de átomos aleatórios.
Nada de perfume na sala,
Nada de dialetos variados.

Fechei o livro sem terminar de lê-lo.
Falta o final.
Vamos até o final minha cara...

Agora, entre cada piscar,
Tem você no portão.

Eu indo embora, olhei pro céu e
Atravessei uma linha imaginária
Que me fez sair sem proteção.

Respirei a poeira do armário
Que me deixou frio.
Sem certeza.
Mas eu assumo a autoria da estupidez.

E então começo a ouvir o sermão das paredes,
Do isqueiro, da vista na janela...
Que me mandam enfiar o dedo na minha própria ferida.
Mas o que me aflige, é o ferimento
Que deixei em você.
Amando a mando de dois deuses.

Eis que tenho a dor de um nó na alma e sinto,
De súbito, a dor de um corte que sangra pra dentro.

Sobre os meus problemas, nos próximos encontros,
Deixarei uma pedra.
Só pra que eu possa obedecer minha dor.



Felipe Melo
Enviado por Felipe Melo em 09/02/2005
Código do texto: T3782
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Sobre o autor
Felipe Melo
Recife - Pernambuco - Brasil, 35 anos
38 textos (3521 leituras)
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