Sentença de vida

Há poesia onde quer eu vá.

Em minhas feridas

doloridas e sangrentas,

no que é natural,

no sobrenatural,

no meio de gente

ou estando só

verte a minha seiva poética.

Onde quer que eu vá

existe poesia!

Retalho a palavra

mostro a cicatriz

Poesia é atriz

veste a fantasia,

representa,

mostra brilho

e no disfarce

do que observa, diz.

Poema não é só de ar

é de sentimento, raiz,

de sensibilidade,

de olhar singular

que ele é construído.

Absorvo na alma

as cores da natureza,

o sentido das ações,

a profundeza

do que se sente.

Absorvo na alma

o que sinto, ouço, vejo.

Absorvo poesia

no que existe

e no que insisto

em imaginar, criar.

Sou poeta.

Por meus olhos,

imersos no interno,

brota o néctar dos versos

e o meu sorriso,

dentre seus bons

e perversos brilhos,

reflete-se em palavras

nos meus manuscritos!

Ah!... Caminho doce das letras,

em meu livro,

que pisam em pergaminhos!

Que um espinho

com sangue na ponta

seja minha pena hedionda

qual usarei para escrever

minha sentença

em letras escarlates

sobre meu papiro:

— Escreverei até morrer!

Faz parte do meu ser!

-- Ludiro & Bilá Bernardes

Ludiro
Enviado por Ludiro em 15/02/2007
Código do texto: T382812
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