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Tributo a Ollav ´´ Comentários Poéticos ``

TRIBUTO A OLLAV
"Comentários Poéticos"
Poeta: Arézio Sotto

Anésio José Sobrinho Neto, mais conhecido como Arézio Sotto, professor, escritor, poeta, cantor e compositor, nasceu na cidade de Carolina – MA, em 11 de maio de 1968, filho de Norberto Sobrinho de Moraes (Carpinteiro e Mestre-de-Obras) e Ana Brito de Moraes (doméstica). Estudou o Ensino Fundamental em sua cidade natal, completando o curso do 2º grau Técnico em Contabilidade no Colégio Santa Cruz de Araguaína, em 1989. Em seguida, fez adaptação para o magistério através do Projeto Crescer, criado pelo MEC, com sede no Rio de Janeiro.

Em Araguaína desenvolveu relevantes serviços em vários órgãos públicos, como a Telegoiás S/A, o Banco Itaú S/A, a Secretaria Estadual de Educação Cultura e Desporto e Secretaria Municipal de Educação Cultura e Desporto. Participou do SINTET–Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins no cargo de tesoureiro, representando a classe de professores do município.

Em 1996, ingressou no curso de Licenciatura Plena em História e continuou contribuindo com o município de Araguaína através da EMCT–Escola Musical Caça Talentos, incentivando crianças, adolescentes, adultos e idosos a conhecer a multiplicidade rítmica e sonora da música popular brasileira.

Preocupado com a falta de apoio à literatura na cidade de Araguaína e região, participou de várias com poetas já bem conhecidos pela comunidade e ajudou na fundação da ACALANTO–Academia de Letras de Araguaína e Norte Tocantinense, fundada em 21 de abril de 2002. A cerimônia de posse foi no dia 31 de maio do corrente ano. Ocupa a Cadeira Nº 25 e tem como Patrono, o poeta Otton Maranhão. Em 2003, foi selecionado para pelo SESI/SENAI-TO, para ministrar aulas de história no ensino da EJA - Educação de Jovens e Adultos. Ao mesmo tempo, participou de um processo seletivo, sendo contemplado com uma bolsa de especialização em EJA, oferecido pelo SESI/UNB/UNESCO. No mesmo ano, fez um concurso público para o cargo de professor do ensino fundamental 1º e 2º ciclo, na cidade de Aragominas-TO, onde trabalhou até maio de 2005. Atualmente, trabalha como professor no ensino fundamental 1º e 2º Ciclo em Araguaína, na Escola Municipal Manoel Lira (Setor Nova Araguaína).

O autor relata em suas poesias acompanhadas de ilustrações, um coquetel de lirismo e realidade, abordando temas variados sobre o cotidiano do povo brasileiro. Procura falar através da poesia os dramas regionais e nacionais. A linguagem é simples e de fácil entendimento, tanto pelas classes populares, como pela elite intelectual, proporcionando um envolvimento junto ao leitor que, ao ler, poderá fazer um exercício de ação-reflexão enriquecedora sobre a nossa realidade, podendo exercer melhor o seu papel de cidadão na sociedade em que vive. Esta obra está dividida em quatro capítulos. O primeiro é formado por poesias reflexivas sobre temas gerais, nos aspectos político, social, econômico e cultural. O segundo consta de poesias românticas, que falam sobre os principais sentimentos do ser humano, com: amor, paixão, saudade, sólida e, revolta. No terceiro, destacamos  várias poesias regional, que busca retratar fatos ocorridos em diferentes momentos da nossa história, preservando assim, parte da memória histórica de um povo esquecido do antigo Extremo Norte de Goiás, atual Norte do Estado do Tocantins. No quarto e último capítulo, faremos uma homenagem a alguns pioneiros que muito contribuíram para o desenvolvimento político, social, econômico e cultural da cidade de Araguaína e região.

Ao Leitor:

Somente através da poesia é que colocamos para fora todas as nossas angústias vividas ou presenciadas. Procuramos neste trabalho de poesias com temas diversos contribuir para que as pessoas possam perceber a possibilidade de vivermos em paz e em harmonia com a natureza. Este livro é destinado à população araguainense e aos brasileiros, inclusive estudantes, professores, pesquisadores de áreas afins, e a todos os que se interessam pelas temáticas propostas. A poesia está ligada à educação e deve ser incentivada na infância, na família para preparar o desenvolvimento psicológico, intelectual e da sensibilidade, respeitando tanto os valores que lhe foram transmitidos, quanto a forma usada para vivenciar estes valores. A escola não está fora deste processo e deverá continuamente criar o hábito da leitura nas crianças até a fase adulta para que nosso país possa se desenvolver nos aspectos: político, econômico, social e, principalmente, cultural. Acredito piamente que somente através da educação poderemos fornecer uma melhor qualidade de vida para o povo brasileiro, independente de raça, cor ou etnia. Dedico este livro para o bem da humanidade.

ALGUMAS POESIAS EXISTENTES NA OBRA:
CAPÍTULO – I ´´ POESIAS REFEXIVAS``

MISCIGENAÇÃO BRASILEIRA

O branco chegou,
encontrou o índio vivendo,
num paraíso.

Então ele, esperto,
foi enganar o pobre do índio,
que não tinha ambição.

Sou caboclo brasileiro!
Sou caboclo brasileiro!
E não tenho vergonha!
Eu assumo a minha raça!

O negro chegou, vindo da África,
foi humilhado e escravizado.
O sangue azul, não resistiu às mulatas do Brasil.

Sou caboclo brasileiro!
Sou caboclo brasileiro!
Sou caboclo brasileiro!
Sou caboclo brasileiro!

MÁQUINA DIABÓLICA

O FMI quer nos destruir,
com altos juros, a países falidos,
como nosso Brasil, como nosso Brasil
como nosso Brasil, como nosso Brasil.

Eu não sou pessimista,
falo apenas a verdade,
eu não sou jornalista e nem profeta,
acredite se quiser.

Vejo notícias todos os dias de
que o Brasil vai melhorar,
mas, na realidade, é somente,
de “H”.

O capitalismo selvagem
é um sistema falido.
O capitalismo selvagem
é um sistema injusto.
O capitalismo selvagem,
é um sistema furado.
O capitalismo selvagem
é um sistema perverso e cruel.

GAROTA DE PROGRAMA

Tinha apenas doze anos,
quando veio para a cidade estudar,
morava com a sua tia mas tinha que
ajudar nos afazeres de casa,
pois queria se formar.

Aos quatorze anos começou a namorar
fez amigos na escola
que não queriam estudar,
vendia seu corpo,
para roupas da moda comprar.
Ela usa sai curta
ela pinta o cabelo,
ela usa salto alto,
toma todas sem dinheiro.

Diz a sua tia que vai a escola,
mais é somente de “H”.
Sai pelas ruas, praças e avenidas,
pra dinheiro fácil ganhar.
Seu futuro é incerto,
pois não quis estudar,
vai até a porta da escola,
mas é difícil de entrar.

Sua vida foi piorando,
seus parentes não estavam gostando,
saiu de casa pra morar com amigas das ruas,
se prostituindo e usando drogas,
morrendo aos poucos.
Seus pais ficaram sabendo
e vieram buscá-la.

Ela disse: ´´Não volto para o sertão nem morta.``
Poucos dias depois foi enterrada como indigente.

Se você é inteligente, preste muita atenção.
Saia deste mundo da prostituição.
Essa história até parece cena de novela,
mas que virou realidade. Estou falando da garota que tinha apenas quinze anos de idade.

DITADURA DEMOCRÁTICA

Vivemos em um lugar onde a lei é do mais forte.
Eu sou um cidadão comum que vive sobre a sorte,
não podemos falar nem pensar, apenas aceitar as ordens maquiavélicas de quem está no poder, de quem está no poder.

Ditadura democrática,
massa falida, capitalismo selvagem,
população perdida pelos guetos da vida,
à procura de igualdade social,
vivem à margem da sociedade,
hipócrita que nos escraviza.

Não há emprego, segurança, saúde, educação,
não somos tratados como um cidadão,
por isso é preciso revolução,
para libertar nossa nação.
A democracia é uma piada muito recitada
pelos políticos em todo nosso país.

Criam CPI’s que viram pizza e que no
fritar dos ovos,  nós, sociedade falida,
é que pagamos tudo e não recebemos
o que lhe é devido.

ESTADO DE SÍTIO

A violência anda solta
em cada esquina, procurando
uma presa fácil pra devorar.
Assalto, seqüestro, estupro,
onde vamos parar?

Olha a bomba, olha a bomba,
ela pode te explodir,
ela não é pra encher pneu de carro,
moto ou bicicleta,
ela pode te matar,
ela está em qualquer lugar.

Olha a bala, olha a bala,
ela pode te matar,
ela não é feita de chocolate,
não, não é não, não, não é não.

Nas pequenas e grandes cidades
a população vive aprisionada
dentro de suas casas,
sem poder dormir um sono tranqüilo,
vivendo sempre ameaçadas
por bandidos gerados
pelo próprio Estado.

EURIPO

Canal de Euripo
águas agitadas da Grécia
marés atraídas pelo Sol e a Lua
um fenômeno único no planeta.

Marés altas e baixas
locomovem-se para direita
para esquerda ou ficam paradas.
uma demonstração de força dos
mares da nossa casa.

O Euripo
é um mistério
segundo a lenda
nem mesmo Aristóteles
conseguiu desvendá-la.

Se um dia quizeres
conhecer o Canal de Euripo
visite Eubéia na Grécia,
e tente descobrir os seus mistérios.

FINAL DOS TEMPOS

Ele vai voltar
ele vem aí
ninguém está vendo
ele está aqui.

Todos esqueceram do que ele prometeu
ele ainda vive e não esqueceu.
Ver a crueldade a desunião
ver filho contra o pai
irmão contra irmão
reino contra reino
nação contra nação.

Devemos amar e nunca esquecer
se não fosse ele não poderíamos viver.
Devemos amar e nunca esquecer
se não mudarmos de atitude
vamos morrer, morrer, morrer...

Já estava escrito na Revelação
peste, fome e guerra grande assolação.
Desemprego, dinheiro, falta de amor,
não era mais o paraíso que Deus criou.

Passagem no deserto, travessia perigosa,
águas que se abriram pelas mãos misteriosas.
Tantos terremotos, maremotos, perturbações,
guerras e mais guerras, destruindo as nações.
Devemos amar e nunca esquecer, se não fosse Ele, não poderíamos viver, viver, viver...
Arézio Sotto
Publicado no Recanto das Letras em 27/07/2005






Aréziosotto
Enviado por Aréziosotto em 28/07/2005
Código do texto: T38440
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Sobre o autor
Aréziosotto
Araguaína - Tocantins - Brasil, 48 anos
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