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A ÚLTIMA BRASA


Noite fria, Minuano a soprar
O carreteiro descansa
No velho galpão a sonhar
O fogo, já cansado
Ainda crepita
A última brasa
O velho peão da estância
Pranteia a saudade de casa
Sentado sobre o pelego
Vive lembranças no lume que arde
Chora solito
Para não fazer alarde
Sufoca no peito o grito
Assim como aquela chama
Que aos poucos se apaga
O velho gaudério
Vai remoendo sua chaga
O tempo passou sua energia sugou
A prenda amada no c~eu está
Pois o Patrão Velho a chamou
Seu pala aperta ao peito
Para amainar o frio
O que ainda tem de direito
É sonhar com a figueira junto ao rio
A última brasa se finda
O carreteiro adormece
Talvez reste a ele ainda
Dirigir a Deus, a derradeira prece!

- Denise de Souza Severgnini -

Denise Severgnini
Enviado por Denise Severgnini em 29/07/2005
Reeditado em 16/07/2010
Código do texto: T38760

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Sobre a autora
Denise Severgnini
Novo Hamburgo - Rio Grande do Sul - Brasil, 57 anos
11345 textos (916665 leituras)
16 áudios (8882 audições)
311 e-livros (34109 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 02/12/16 20:43)
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