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Poema 0010 - Depois do amor



Meu impossível continua o mesmo amar impossível,
estou perdendo a minha sobriedade, minha ternura se foi,
queria sentir um carinho, ao menos um gesto mudo,
que demonstrasse ser minha, não somente companhia.

Continuo a sonhar com um final menos dolorido,
não sei até quando acreditar nas suas poucas palavras,
é melhor que eu vá agora,
dos sonhos que tenho são poucas as chances de ser feliz.

Uma vez mais esperei sua boca, seu beijo, não palavras,
uma vez mais não ouvi o ''te amo'',
juro que não queria estar me sentindo tão mal,
amante eu sou, sincero, amo, não sei até quando.

Não quero lhe escutar, não agora,
mais uma vez bati a porta do coração,
fechei meu amor, deixei-o encarcerado,
de novo vou ficar só, outra vez acreditei em sonhos.

Talvez eu já tenha passado e nem me notou,
não fui obrigado a nada, apenas te amo;
tudo... é o que separei para nós dois:
o amor, a paixão, a atenção, um carinho que não entendeu.

Minha amante... ainda a tenho em meus sonhos,
jurei nunca mais sofrer por amor, este dia voltou,
quem sabe quando se sentir sozinha vai se lembrar de mim,
deste alguém que a amou de um jeito especial.

Não quero que nada lhe maltrate, nada vai mudar,
vou guardar meus sentimentos em um lugar qualquer,
é meu jeito de tentar esquecer, mais uma vez amante,
fiz planos de ficar, ser notado, ser de fato seu e amante.

Já é um pouco tarde, estou atordoado, voltando dos sonhos,
não estou de acordo com nada, não pedi pesadelos,
quem sabe ainda vá refletir, lembrar das palavras exatas,
nada justifica magoar, pedir desculpas, não depois do amor.

04/10/2004
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 10/02/2005
Código do texto: T3894
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas