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Poema 0013 - Minutos de vida



Estou cinza, estou vermelho, estou só,
o verão foi dos olhos; junto, a alma,
desenhei sol, lua, não usei sombras,
pintei uma tela, como vida desenhada em lençóis,
quando disse algumas palavras, fiquei sem resposta,
preocupo-me, temos apenas minutos para amar.

Quando um dia as horas voltarem, seremos paixão,
nos corpos os toques, os beijos, o suor de prazer,
nas noites pintaremos estrelas, mudas, mas brilhantes;
se esfriar no coração, o amor se desfaz como nuvens,
os sentimentos não são mutantes, são dois, meu e seu,
deixe que suas mãos dirijam as minhas, até o infinito.

Agora compreendo o porquê dos minutos serem longos,
cada segundo maltrata, morde cada pedaço do sentimento,
tentei me libertar de todos os desejos mais impróprios,
meu corpo já não me ouve, a voz fica presa na garganta,
não posso negar amor, não posso negar você em mim,
enquanto estrela, é minha, única em meu céu solitário.

Insone, tentei assassinar meus sonhos,
poderia ter-lhe dito noite passada, a cama ficou vazia,
seu lado frio está afetando meu lado paixão,
não ouço o ''te amo'' e nenhuma outra palavra,
o amor está ficando vazio a cada minuto sem você,
nossas vidas estão sem molduras, o amor anônimo.

Procuro não lembrar meus minutos de vida,
estranhos sentimentos cercam um homem aos pedaços,
antes ouro, ainda lhe tenho como uma estrela de prata,
não gritarei por amor, já não tenho voz,
se amar é insano, estou enlouquecido, irremediavelmente,
pare o relógio, liberte-me dos minutos sem amor.

09/10/2004
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 10/02/2005
Código do texto: T3897
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas