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O faroleiro





Da solidão em brumas onde o mar é frio, gélido e o som das ondas batem calmamente sobre as pedras calejadas, em estruturas formadas pela sequência constante da maré.
Do alto da colina pode-se avistar a embarcação, em doce e leve navegar o farol, e sua solidão dentre a imensidão
de areia, o mar e o nada.  Solitário, nos confins do mundo
para que embarcação imensa se afaste dos arrecifes. E, mais inerte que o farol o faroleiro que mora ali, só como ermitão.
Traduz em seu límpido olhar algo,  que o mais esperto executivo, o mais sábio dos bacharéis e nem reis ou grandes esportistas podem sequer sonhar.
É deslumbrante a lucidez e a sabedoria da alma, que solitária, encontra aconchego, se preenche e se suplanta em reconhecimento de si mesmo. E incredulamente, traduz-se, define-se  como um homem feliz.



16:48 28/06/03


Dentre as mais tristes tristezas do mundo,  a pior,  é sentir-se solitário. Ou sentir a solidão de não reconhecer a si mesmo como uma boa companhia.



Rosy Beltrão
Enviado por Rosy Beltrão em 30/11/2004
Código do texto: T392
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Sobre a autora
Rosy Beltrão
Estados Unidos, 62 anos
155 textos (31363 leituras)
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Rosy Beltrão