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MARIA

DO RISO SE FEZ O CHORO,
PLANGENTE,
PUNGENTE,
LÍQUIDO QUENTE,
ESCORRENDO NA FRIA FACE
DAQUELA MARIA;
E SÃO TANTAS MARIAS ...
CADA GOTÍCULA QUE CAIA,
FEITO UM ESPECTRO DO MAL,
DESLIZAVA, BAILAVA, ZOMBAVA,
NAQUELE ROSTO SOFRIDO,
EM MEIO À SOMBRA MALDITA E FUNESTA,
DE NÉVOAS DA PERDIÇÃO,
DESDITA DAQUELA MARIA,
QUE AFLITA CLAMAVA
DE JOELHOS REZAVA, E SE BENZIA,
E A DEUS UM MILAGRE PEDIA,
PELO SANGUE DE SEU SANGUE;
DE REPENTE BRISA AMENA SOÇOBROU,
UMA FOLHA A MAIS, AO INFINITO VOOU,
ALUCINOU-SE, ENTAO, MARIA
E ALI OLHAR VAGO, PERDIDA,
CHOROU POR UM CORPO JÁ SEM VIDA ...

jun/04

Andrade Jorge

direitos autorais registrados
Fundação Biblioteca Nacional

ANDRADE JORGE
Enviado por ANDRADE JORGE em 01/08/2005
Reeditado em 06/02/2013
Código do texto: T39414
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
ANDRADE JORGE
Jundiaí - São Paulo - Brasil
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