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Sou deserto do meu próprio sonho.


Árido, por sobre areias desta noite fria,
sopra o vento por meu corpo tão gelado.
Inerte, sou a solidão de outra poesia,
não sinto o tempo, sou o amor estagnado.

O olhar perdido na fuga de horizontes,
minha boca seca, não ouves minha voz.
Escalo dunas à procura de outros montes,
sou apenas saudade do que fomos nós...

Alguma estrela que ilumine meu escuro,
no céu que escondeu o seu azul incerto,
é pouca luz a brilhar no infinito impuro
e meu sonho é a extensão desse deserto. (IDA)
Ida Satte Alam Senna
Enviado por Ida Satte Alam Senna em 02/08/2005
Código do texto: T39701
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Sobre a autora
Ida Satte Alam Senna
Santa Vitória do Palmar - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
111 textos (2723 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 18:45)
Ida Satte Alam Senna