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Narciso Redimido



Contei para o pequeno rio dos meus fascínios pelo mar.
Hi, contei tantas grandezas !
E o pequeno rio corria, só ouvia.
O mar é lindo, incomparável, tão imensurável !
Tudo nele é forte, até seu cheiro
E o pequeno rio corria, só ouvia.

O mar não se estreita para correr,
ele é vasto e invade todas as costas
forte e imponente, avança para frente
nunca se curva pra fluir.
E o pequeno rio corria, só ouvia.

O mar tem sempre um mistério,
guarda segredos e tesouros.
Alguns o desafiam, outros o contemplam.
Há sempre algo oculto a descobrir.
Sua simbologia alude ao informe, ao inconsciente
e nesse momento, o som do rio mudou,
parecia rir...De mim ? 
não sei dizer... mas mudou de novo !

O som das águas parecia um lamento,
Me debrucei para ouvir de perto.
Vi meu rosto refletido na água.
Nele, uma lágrima corria...
e depois, um sorriso se esboçou.
Eu era o pequeno rio
querendo ser grande como mar.

Esqueci do cheiro fresco do mato,
do meu movimento tímido
mas gracioso, preciso nas curvas,
das águas doces que em mim fluem,
desaguam no grande oceano
pra se fazer um e serenar.

...mas que bobagem essa !
pequenos rios, inventando de ser mar.

Ana Valéria Sessa
Enviado por Ana Valéria Sessa em 04/08/2005
Reeditado em 09/01/2007
Código do texto: T40229

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Sobre a autora
Ana Valéria Sessa
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Ana Valéria Sessa