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SUORES NOTURNOS

Desejei um poema sem título,
anônimo como os pardos
na madrugada.

No verso, breve qual orgasmo,
um seio me dizendo amém,
o outro sem ir além.

Terror dos suores noturnos,
quis apenas o anônimo poema.

(a mão atrevida arde na luva,
enquanto sininhos nervosos
pulsam dentro de nós)

Sem pedir-te nada, quis
a nudez do verso.
 
Apenas, a duras penas,
a canoa bravia sobre o travesseiro.

Do livro OVO DE COLOMBO. Porto Alegre: Alcance, 2005, p. 43.
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 10/08/2005
Reeditado em 21/10/2006
Código do texto: T41772
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
2581 textos (709729 leituras)
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Joaquim Moncks