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DIVINDADES E DEMÔNIOS





                               







Divindade e demônios, contraste de seres que nada são, mas que não deixam de ser.

A mente humana é um mistério, um enigma a ser decifrado.

O homem crê no que não existe e descrê no que é real.

Seres irreais passam a ser o ponto central da atenção do homem, mas como tudo tem a sua razão de ser, os sobrenaturais devem existir em nossa mente como seres que viveram em épocas remotas.

E respeitar o que é do povo é um dever de cada humano.

Um pouco de história é sempre bom para nossa vida.

 A realidade é muito fria e fugir é uma necessidade humana.

Fugir e ir ao encontro do canto da Iara, mulher estranha, de uma beleza que cativa e seduz todos os homens.

 O amor é um ponto de encontro de vida e morte.

E dentro desse canto que é vida, a morte sempre está presente.

O Homem que nada sabe de vida vai ao encontro do amor e esquece que o sobrenatural é muito mais forte que o natural e  humano.

E aquele vulto lindo, de uma voz linda e um canto de amor profundo, nada mais é do que um convite para o além.

Para desviar a atenção do homem que caminha  ao encontro da morte, surge uma  criatura pequena de uma perna só. Um pequeno ser que não faz o mal, mas é como todas as crianças, perturba um pouco a paz dos mais velhos.

Os caminhos são vários. Com seu cachimbo, sua fumaça meio estranha e de um colorido que não é real, sempre leva o homem a caminhos estranhos.

Sempre desvia sua rota e o homem meio perturbado e incomodado pelas brincadeiras do preto menino, esquece do canto de amor.

Caminhando agora em outra estrada depara com estranha figura, uma mula sem cabeça. Mal nenhum lhe fez, mas o homem perde a cabeça diante daquele ser que tanto o impressiona.

O homem segue seu caminho um pouco encabulado e confuso diante da tanto mistério e para completar o seu drama encontra um outro vulto que faz ficar mais louco. É um estranho animal que aparece em sua frente, meio homem, meio lobo.

 E o medo é imenso. O medo gera loucura e a loucura produz pensamentos confusos na mente humana, levando-o a caminhos ocultos e estranhos.

O homem depois de muito andar, acorda e sente que a vida mudou, não é mais a mesma, não é mais o mesmo de antes.

Tudo em volta é diferente e possui um aspecto não humano. Tudo é irreal e vultos estranhos aparecem e vêm ao seu encontro.

A loucura o levou para um outro mundo, talvez seja a morte aparente ou mesmo uma morte.

A verdade é que este homem  não pertence mais o quadro dos humanos. Somente o seu espírito sente vida, pois o corpo se perdeu num dos caminhos da vida.

Diante disto, não devemos ignorar que seres estranhos, sem vida humana não existam.

Tudo que é, tudo que aparece neste mundo confuso deve ser uma verdade de um mundo que nós ignoramos.

 Exista ou não, os seres têm as suas estórias e fatos. Verdade ou não eles aparecem em certas épocas.

E não custa crer no que é irreal.

O próprio mundo é uma irrealidade e nós cremos que é um mundo.

Cremos numa verdade que é uma grande mentira.

Por que não crer nestes simples seres que muito tem a nos contar e fazer?

Por que não crer se tudo tem a sua capacidade de ser ?

Por que não crer se o próprio homem nada sabe a seu respeito?

Crer ou descrer nada é para quem nada sabe de nada.

E tudo que existe é porque tem necessidade de existir.







1970

ZEL
Enviado por ZEL em 01/12/2004
Código do texto: T422
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Sobre a autora
ZEL
Aparecida de Goiânia - Goiás - Brasil, 69 anos
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8 e-livros (802 leituras)
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