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O OUTRO EU

Na Poesia, a morte transita descalça
com sua aura de fogo.
Punhais gemem,
obscuros,
o abscôndito e esquecido esquife.
O medo na boca, na solidão
a morte transita.

A voz da morte desenha o poema

E algo nasce do obscuro,
da sombra disforme
que apunhala o alquebrado corpo.
Não há dor mais doída
nem gemido mais lancinante.
Vazar a lucidez
e permanecer íntegro (no que sobra)
é o estóico esforço.

Máscaras velam o poeta,
ervas daninhas cobrem a história
do outro eu que ressurge
– mudo –
no túnel do tempo.

Do livro O SÓTÃO DO MISTÉRIO. Porto Alegre: Sul-Americana, 1992, p. 93.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/42263
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 13/08/2005
Reeditado em 01/03/2008
Código do texto: T42263
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
2581 textos (709683 leituras)
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Joaquim Moncks