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ÁGUAS



Caíam todas as águas no meu peito
Todos os húmidos sonhos que sonhei
Quando acordei... fiquei quase desfeito
Não estava lá o amor que tanto amei

Recordações esquecidas pelo leito...
Quanto ficou de mim... do que te dei?
Não sei Amor... e nem sequer suspeito
Mas fui eu todo ali... Se ali me sei...

Ficou em mim aquilo que quiseste
Eu fui o porto que as águas precisam,
Corpo de abrigo de uma vida agreste

Se ainda assim as margens não divisam
Todos os sonhos que ali fizeste
Adeus Amor... os sinos não avisam...


Ressoa
Mai 2000

Direitos reservados João Moutinho Sócio da SPA - Sociedade Portuguesa de Autores
ressoa
Enviado por ressoa em 17/08/2005
Código do texto: T43175
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Sobre o autor
ressoa
Portugal, 67 anos
72 textos (1880 leituras)
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ressoa