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Sentinela

Em solos negros de noites sem fim,
sentinela de portos em partos de dor
perscruto o silencio em gritos surdos de mim
misturado ao lamento que restou no tempo do meu espaço
que em estilhaços ressoa em imagens do fim.
 

Sentinela de mim!
 

Varrendo sombras, revelando dores no desconhecido que sou,
invado labirintos nas ruínas do que restou:
Solo sem fruto na morte que imperou
 em busca do sol que se foi,
sonho sem cor em paraíso descrente
por lágrimas regando, semente doente germinou.
 
 
Fim de um tempo que em novo tempo começou!
 
 
Grito em mudos gemidos a dor que sobre mim se lançou,
escuto as vozes que ecoam suas dores.
Sinfonia funesta na noite em que meus abismos representa
em lágrimas, pressinto, tudo sinto, muito vejo,
o fim gerando o recomeço que em dores se apresenta.
 
 
Sentinela sou do tempo que me restou...
 
 
Cai por terra o sonho acorrentando a esperança em calabouços escuros,
Caem os muros,
precipitam vidas em abismos impuros.
Fecham-se os olhos, tapam-se os ouvidos,
Morte à sentinela nos seus instintos obscuros.
Aisha
Enviado por Aisha em 21/08/2005
Código do texto: T44205
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Sobre a autora
Aisha
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 50 anos
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