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Poema 0053 - Estranho mundo de amor



Lembrarás do meu passado quando partir,
sabes dos meus combates, não das guerras,
quero mudar meu jeito de me amar,
jamais ouvirás o som da minha voz,
não quero dividir meu nada, não devo,
espero minha hora, sinto-me estranho pensar assim.

Aprendi que não deveria mudar de estradas,
ainda que sinta reversos, tenho minha vida,
aprendi que sou como um mundo, grande talvez
e que não creio o suficiente no meu Deus,
aprendi esperar a hora, minutos, segundos,
espero... espero minha vez de ter sonhos inteiros...

Sou devoto de meus próprios votos,
talvez um dia me levem para algum altar,
venero todos os que me querem, até o inimigo,
sou pedaço de cada guerra, pedaço de cada paz,
tenho sentimentos puros, não todos, o que sinto,
estou a caminho para o meu último combate.

Tantos anos e passo sem reconhecer a paixão,
a vida mudou meu corpo, nada voltou como antes,
lembrarei de todos os rostos, de todas as fêmeas,
tentas um pouco, lembras-te, estive aqui um dia ou muitos,
posso orar um pouco, talvez resolva e encontre caminho,
por enquanto sou mundo, estranho mundo de estranho amor.

22/11/2004
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 15/02/2005
Código do texto: T4467
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas