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Poema 0055 - Alma vaga



Mudei demais, esqueci o ritmo do meu caminhar,
marquei ruas, em seguida as perdi,
volto atrás a cada passo, a cada carinho,
se a tristeza não acabar, morrerei vazio de tudo que aprendi.

Preciso apenas sentir, querer e não implorar paixão,
tenho sonhos de um amor sempre presente,
minha alma ocupada, impura às vezes, mas satisfeita,
até que lembranças velhas se apaguem para sempre.

Não vou mais pedir aos deuses, nem mesmo olhar o céu,
deixo meu calor nas noites, depois tomo de volta do sol,
para quando pedaços meus ficarem nas madrugadas,
o corpo continue de pé, ainda com gosto de lama na boca.

Estou indo por desertos escondidos no próprio deserto,
um pedaço vazio que todos solitários conhecem,
jamais voltarei a deitar n'outra cama, jamais dormirei,
ainda que minhas recordações doam, ainda assim, não.

Minha alma está vaga, meu corpo descontrolado,
acendam velas, mandem grandes coroas de rosas brancas,
noite passada morreram meus últimos sonhos,
nesta noite meu corpo sai d'alma... vaga de amor.

23/11/2004
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 15/02/2005
Código do texto: T4469
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas