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Sem Palavras

As palavras dançam vestidas de luzes,

Adornadas de flores.

Podem ser tão lindas!

As palavras, edificam os sonhos,

Embalam os momentos,

Demarcam território

E são tão voláteis como o vento.

E como o vento,

Podem acariciar, como uma brisa fresca, orvalhada...

Repousar na face,

Como o beijo de um amante.

Paradoxo a isso,

Podem cortar  e ferir a alma de quem ama a beleza

Dos versos,

Ou reversos, quer sejam mais suaves,

Quer sejam mais realidade...

Mais amam as palavras...

Como o vento, elas espalham o fogo

Fazendo de uma fagulha,

Um incêndio dantesco,

Com proporções de catástrofes.

Matam a natureza mais bela

De quem fala, de quem ouve...

Revoltam as águas.

Transformando rios mansos, caudalosos,

Acolhedores e doadores de vida,

Em monstros devoradores de cidades e seres.

O vento é uma força bruta sem precedentes,

Mais as palavras,

Essas, podem e devem ser controladas.

Pois têm uma alavanca com muitos sinônimos.

Podem ser chamadas: respeito, consideração, harmonia,

caridade, humildade, etc.


Ativada no momento que, ao usarmos arma tão poderosa,

Se goste mais de gente, e menos da gente.
Observadora
Enviado por Observadora em 25/08/2005
Reeditado em 27/08/2006
Código do texto: T45054
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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