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VISÃO

Então surgi você.

Do nada... de tão perto.

Ocupando meu tudo, meu deserto!

Ascendendo meu desejo adormecido,

De propósito recluso por mim.

Vem você!

E minha resistência, sede.

E meu coração, estremece,

Com um sentimento primitivo, animal.

Bailando na noite,

Sem medo do escuro,

Qual sacerdotisa atuante

Guiada pelo instante em que olhas para mim...

Ofereço meu corpo

A um ritual ancestral.

Incinero minha virtude,

No altar de meus desejos

Me entregando aos teus deleites e vontades...

Esqueço minhas verdades

Cega pelo desejo que estou.

Condeno, assim minha alma, a purgar essa culpa

Em nome da luxúria que me domina e aprisiona.

Dantesco meu conflito

Corpo e espírito em luta,

Sede de fuga, me leva para longe de ti.

Fome de sexo, me transporta ao teu encontro.

Feito mariposa enfeitiçada pela luz,

Com destino certo,

Morrer no calor dos teus braços.





Observadora
Enviado por Observadora em 26/08/2005
Reeditado em 25/08/2006
Código do texto: T45348
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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