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CADÊ E PORQUÊ NÃO IMPORTAM

(2000)

Em algum ponto distante
perdeu-se em momento errante
um tanto mais do porquê.
Não sei se quando ou durante
mas foi-se o exato instante
e o que prometia constante
virou um constante cadê.
Não tenho idéia ou memória
(que virou vaga lembrança)
e o que um dia , esperança,
transformou-se em pura história.
Não sei, não explico, nem lembro.
O mais, o muito, o bastante,
em demais virou-se o tanto,
em risos formou-se o pranto,
o estranho que um dia amante.
Sei eu dos mistérios da vida?
Não pensamos na partida
quando a passagem que compramos
parece que é só de ida
e ingênuos e ignorantes
pensamos ser para a vida.
Minha janela olha adiante,
não vê os fundos da casa,
não mostra aquilo que havia.
Perdeu-se num ponto da via
o muito, o mais, o queria,
jorrou feito uma sangria
perdeu-se mais que devia.
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 27/08/2005
Código do texto: T45546

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154036 leituras)
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Débora Denadai

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