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TALENTO ADORMECIDO!




Há muito a criatividade anda estagnada
De maneira abrupta e impiedosa.
Deixando meu peito entristecido
Pelo vazio da palavra que o preenchia.

Minhas lacunas relutam
Num clamor solitário causado pelo desculto repentino.
Debruço-me ante o ostracismo caótico
Não encontro palavras que possam
Traduzir minha indelével indignação
Frente à escassez do exercício da criação.

Chego a dessubstanciar a natureza do corpo
Revelada na exuberante beleza que fascina.
Falta-me a luz que guia o amor e embala o texto.
Careço daqueles instantes de sonho e paixão,
Providos de frases sussurrantes que previam
Um futuro onde a felicidade coibia o abandono

Há que saudades dos tempos em que se podia
Recriar os momentos puros onde o tempo parava
Para olhar a inocência de nossas carícias...
Houve momentos em que a poesia
Corria Solta em minhas veias que queimavam de emoção.

Cutuco-me por sentir a coagulação letárgica
Propiciada pela infinda inércia literária
Que se apossou de mim
para acentuar o esmorecimento
Interceptando a disposição afetiva para sempre.

Sinto uma pequena gota escorrer pela face esvaecida,
Causando uma dor sufocante que obstrui o grito
E estagna o processo degenerativo.
Enfim, brota o talento, há muito torpedeado e
Aprisionado pelos exauríveis desencontros da alma .

Novamente sinto-me agraciado pelo dom da escrita,
Mas, a que fim se destina tão enfadonhas poesias ?
Decerto que o ato de criar felicita a alma e irradia luz,
Ainda que tardia, frente à tantas emoções não retratadas,
Escritas nas madrugadas onde a razão é incerta !
Quanta pretensão tenho eu, o mais ínfimo dos poetas !
Paulo Izael
Enviado por Paulo Izael em 27/08/2005
Código do texto: T45556
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Sobre o autor
Paulo Izael
São Paulo - São Paulo - Brasil
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