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O ESTRÁBICO NÉON DA NOITE

(No Estaleiro Bar, que é onde a gente aporta o barco
pra consertar os estragos do dia)


Tudo é solidão na longa tarde
de viagens e esperas.
E, como um cipó de lembranças,
novamente a poesia na corola
dos girassóis,
seus imensos olhos na cara cheia,
verdes olheiras despertas do medo
do escuro,
e o sorriso amarelo de luz.

Pra quem quer viver, resta esperar a noite:
estrelas de cuba libre,
bandoneon dolente de champanha,
estrelas no céu da boca.

A Poesia pisca e pisca.
Rabisca no estrábico néon da noite.

À nossa frente,
salamandras nos rituais do fogo,
cortejadas pelos olhos de todos.
Misteriosas labaredas dançantes.

Aceso pavio de brincar o tempo,
puindo suas rotas amarras.

Do livro OVO DE COLOMBO. Porto Alegre, Alcance, 2005, p. 88.
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 28/08/2005
Reeditado em 26/09/2005
Código do texto: T45763
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
2581 textos (709653 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 13:07)
Joaquim Moncks