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Flores Aflitas



Não mate  a primavera
com teus próprios pés!
Não estrangule as flores
com tuas estúpidas mãos


Não estupre seu perfume
com  a lâmina cega da dor
Tende piedade do verde da esperança
Aflita chora como criança
carente do seio da mãe

Ouça o gemido sufocado das rosas
Tão frágeis e airosas
Aflitas e temerosas
suplicam  caricias de ilusão


Malditos sejam  os  fariseus das letras
que todos chaman de poeta
que na crueldade das  palavras encerram
a carnificina  da natureza

Não sabem  que a primavera
é o sal que alimenta a  vida
O travesseiro  onde  o coração da guarida
as  ilusões do requiém dos sonhos!
27/01/2005

Minha Página: Nova formatação
http://geocities.yahoo.com.br/zenainversos/index.com.br




Zena Maciel
Enviado por Zena Maciel em 31/08/2005
Código do texto: T46628
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Sobre a autora
Zena Maciel
Jaboatão dos Guararapes - Pernambuco - Brasil
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Zena Maciel