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Querubim

Quisera poder mudar o rumo do meu pensamento.

Ser dona do meu instinto,

Do meu corpo...

Ilusão invade meu âmago,

Vestindo a cor da madrugada.

Roubando meu sono!

Banhando de suor, meu corpo inerte,

Inebriando de imagens minhas e tuas.

Fazendo latejar meu peito.

Um desejo com cheiro de inceso,

Com jeito de noite orvalhada.

Um vento, vindo de longe,

Alcança-me o leito,

Transportando meu frágil corpo,

Para os mares das sensações profanas.

Á deriva, numa procela chamada sua alma.

Arremessada como as ondas,

Contra os rochedos,

Comprindo meu exercício de ir e vir, feliz!

Esfacelo meus sonhos,

Em nome de minutos de ilusão.

Em troca, de beijos calientes,

Ofertados por teus lábios.

Que conduzem, o rumo dos meus pensamentos...

Meu cego coração, transborda de certeza

Que só o teu corpo, satisfaz o desejo,

Que domina meu peito,

E me tira o sonhar.

Nas noites em que perco as rédeas do meu pensamento...

E sigo lembrando você!

Meu querubim encantado,

Meu anjo caído,

Que tem nas mãos, a mágica do toque,

E na boca o beijo do pecado,

e com ele a morte!






Observadora
Enviado por Observadora em 01/09/2005
Reeditado em 25/08/2006
Código do texto: T46850
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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