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Poema 0083 - Prisioneiro



Devolva-me a outra parte que está em ti,
perdemos pelo caminho,
não voltarei por um tempo, até que teu amor volte.

Pensei que sonhar fosse simples,
amar seria só querer como te quero,
nenhum som, apenas silêncio das bocas.

Preciso estar sobre o mesmo teto,
fazer nosso próprio céu,
respirar o mesmo ar, beijar a mesma mulher.

Sou pequeno amante, me fez assim,
devolva minha vida, mesmo aos pedaços,
não quero ser livre, ainda que jamais volte.

Tenho que voar em meus sonhos, não tem vento,
preciso sentir o calor de outras mãos,
não existem mais corpos, braços, apenas lembranças.

Fixo os olhos nos nadas da minha paixão,
não me reconheço, liberto sou teu prisioneiro,
tenho medo, tenho silêncio, tenho apenas solidão.

Deixo-te o sabor do meu penúltimo beijo,
as estrelas que desenhei para nós dois,
depois do sonho estou acordando vazio de nós.

Peço que qualquer dia as portas se abram,
deixe que eu entre ou vá de vez deste amor,
quando não mais escutar meu soluço... adeus.

10/12/2004
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 19/02/2005
Código do texto: T4719
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas