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Poema 0090 - Amante enlouquecido



Como poderei me afogar se não tem mar?
A alma se foi há tempos,
longos são os caminhos até à praia
e muralhas,
todas à volta do meu espírito.

Deixo a solidão perto da soleira,
a porta jamais vai ser aberta,
posso me despir do sorriso,
por enquanto, só um pouco,
das tristezas não sei, não saberei jamais.

Noite passada meu sono ficou perdido,
as ruas eram ansiedades vivas,
como corpos desnudos no gelo,
abandoná-los entristecido?
É meu, meu sentir esquecido fora.

Vestirei minha roupa de festa,
lembra o mar?
Banharei outro corpo com sal,
jamais deixarei a sede secar o beijo,
quando o tempo voltar, talvez enlouqueça.

Estranho quando a noite acaba,
vozes gritam por amor dentro de mim,
pedaços queimam sem fogo, por frio,
a noite congela minha alma fervente,
não está aqui, nada, nenhum sentimento.

Fazê-la amar como amo teu amor,
beijá-la como beijo a tua língua,
nos braços asas, para vôos nos sonos,
antes só, agora amor, depois do amor,
como o sol nasce, nascemos amor, depois do amor.

12/12/2004
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 19/02/2005
Código do texto: T4726
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas