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Poema 0091 - Dono, eu



Lembro o gosto perdido,
o amar sem beijo,
o não sem o sim,
a voz que não ecoa.

Saudade do vento,
do rosto na liberdade,
do sol entre nuvens,
das diferenças dos corpos.

Quero teu cheiro no meu,
o sal da pele como do mar,
a língua fazendo ondas,
nas bocas, na tua boca.

Já não tenho o riso,
o som vindo da alegria,
o ar ofegante do hálito,
o recordo das salivas juntas.

Amo amar outro carinho,
deixar adotar-se,
incansável, irresistível,
amar irreal, teu amar meu.

Namore, me namore antes,
faço amor como que amo,
beijo as costas, o ventre,
limpo... caminhos de gozo.

Impossível altura,
são teus céus longe,
enquanto meu peito frio,
sinto o perigoso abandono.

Tomo, me tome, tomamos,
o tempo acaba, está indo,
se vieres, por meia hora,
amo como seu dono, eu.

13/12/2004
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 19/02/2005
Código do texto: T4728
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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