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Poema 0096 - O amor



Sigo com meu amor, até depois do amor,
os caminhos se abrem em todas as direções,
aparecem asas que me levam aos céus,
onde um culto de amantes me espera.

O amor não cabe em palavras,
a prece, a fonte de tudo,
o silêncio dos pesadelos,
morre o solitário na primeira noite de amor.

Acredito no amor único,
nos meus sonhos, nos vossos sonhos,
assim como o vento revolve as folhas,
limpa, suaviza a alma.

Não agradeça o amor que te derem,
ame, na mesma forma ou mais até,
deixe que vejam nos teus olhos,
as alturas são pequenas à tua grandeza.

O amor é como o sol que não queima,
a luz que ilumina o interno dos corpos,
peneira os pecados tirando o mal,
traz o calor que distribui alimento ao espírito.

Quero a nudez da minha alma,
que o amor me liberte da solidão,
preciso que o branco externe meus domínios,
e me amará, amarei o amor que tens, como meu.

Tens o fogo que nos transformam em um,
o divino, a divisão dos beijos,
molhando de saliva dentro da carne,
batizando o coração, os corações, meu e teu.

O amor nos traz a um mundo diferente,
mudamos para um novo ventre,
beberemos os líquidos, saborearemos da carne,
o amor é o simples gozo, herança dos deuses.

No amor rasgamos as vestes, ainda que nus,
abandonamos velhos costumes,
construímos fases, como lua, viramos o mundo,
o riso vem fácil à boca, a lágrima solta-se ao toque.

Não faça chorar o amante cego,
mostre-lhe, toma-o pela mão,
envolva-o de amor, até sorver o gosto suave,
deixe-se possuir, até que adormeça a vida.

15/12/2004
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 19/02/2005
Código do texto: T4733
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas