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Poema 0097 - Tantas vezes



Na tua cama, meu corpo,
a mão, o beijo,
tantas vezes te tomei,
tantas outras me usou.

Todos os ventos sopraram paixão,
perfumes foram espalhados,
apenas um sobrevivente,
não direi teu nome... eu.

Matei tantos outros amores,
morri milhares de vezes,
parei aqui, metade do caminho,
quase dentro de tudo teu.

Anulei alguns sonhos,
esquece, nem sei se eram,
fomos únicos, uma única vez,
tanto que te segui como se fosse vida.

Algumas canções ouço ao sol,
nenhum beijo veio depois da lua,
tenho mãos de carinhos, incomuns,
prontas para nossa guerra noturna.

Não quero sobreviver ao amor,
repartido, meu sentimento é nada.
Qual é tua paixão? Até quando?
Farás guerra? Lutarás contra os sentidos?

Tantas vezes tentaram matar meu amor,
fugi com os carinhos escondidos,
nas noites, no corpo, n'outro corpo,
eram corpos de sonhos, todos de ti.

Algum dia voltará ao peito,
as sombras irão sumir, uma a uma,
estarei lá esperando teu pedido,
quando acordar, serás minha.

Não posso mais te esperar,
estou desaparecendo do meu corpo,
fui para ti, me aceita agora, pega,
me ame tantas vezes como antes amei.

16/12/2004
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 19/02/2005
Código do texto: T4734
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas