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Hino à Poesia


Etérea, a sua voz afaga os meus sentidos.
Silêncios de emoção perfumam as carícias
das noites estivais, sulcando, diluídos,
as flores dos jardins suspensos das delícias.

São olhos-de-água e sede as pérolas brotando,
multímodas na cor, murmúrios de oração...
Suspiram madrigais as pétalas arfando,
sortílego rubor de encanto e sedução...

Em manto verde e fofo, a erva se espreguiça,
do chão, olhando o céu, num êxtase absoluto...
A rima beija o verso e toda se derriça
no manso baloiçar de apetitoso fruto...

Meus olhos semicerro e as lágrimas, caindo,
escrevem no meu rosto este poema lindo...



10/11/2003 * Várzea * São Pedro do Sul * Portugal

José Augusto de Carvalho
Enviado por José Augusto de Carvalho em 04/09/2005
Código do texto: T47585
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
José Augusto de Carvalho
Portugal, 79 anos
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José Augusto de Carvalho