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Pesadelo.

Desperto na noite,

De um sonho alterado,

Mescla de medo e prazer!

Pelo fato, pela fatalidade.

Nossa estranha, mais nossa realidade.

Versos vêem e vão,

Tendo ao fundo a escuridão,

Ladeando meu tormento.

Choro na madrugada,

E sinto brotar na alma um enorme grito,

Produzido pelo choque do meu desperta,

Numa realidade carregada de tristeza...

Pela verdade dantesca, que se descortina aos meus olhos.

Verdade tão minha,

Batendo no fundo do peito,

Com ritmo frenético.

Um amor descoberto,

Amor, fadado a morte...

Sorte, enchergar meu mar e saber nadar!

A despeito do resto,

Fica a lembrança do sonho...

Em que vejo você, e não vejo nós.

Só o vácuo do futuro,

Aprofundo minha tristeza,

No cosmo da incerteza.

Estrelas, séculos, se volvem aos meus pés.

Deixo-me arrastar, pela águia do infinito...

Até alcançar, as alturas do universo dos desejos!

Me agarro a esse sonho,

Para então despencar das nuvens,

Como um Ícaro maldito.

Deslumbrado com a liberdade,

Com o vento batendo no rosto...

Ao encontro do sol, ao encontro da morte!

Desperto na noite,

E nunca amanheceu meu dia.

Descubro que você, não sabe enchergar com os olhos da alma,

Por isso, não transpareço para você!

Observadora
Enviado por Observadora em 05/09/2005
Reeditado em 26/08/2006
Código do texto: T47772
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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