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CABEDELO



Há muito, já, que caminho.
Há muito que me demoro
neste barro quente e duro
por onde andar virou sina.

Andar, dizer-se em fadiga,
quando a sede ainda é nada
significa perder-se
depois de surgida a casa.

Eu ando pelo objeto
de caminhar e saber-se
caminhador sem fronteira.
eu ando pra que não chegue

o lugar que desconheço.
Eu ando como encantado
à margem desabitada
e escura do rio primeiro.

Eu ando como um menino
em busca de um sol inteiro.
Benilson Toniolo
Enviado por Benilson Toniolo em 05/09/2005
Código do texto: T47839
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Sobre o autor
Benilson Toniolo
Campos do Jordão - São Paulo - Brasil, 48 anos
29 textos (2353 leituras)
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Benilson Toniolo