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A BÊNÇÃO, SENHOR DI BACCO!

Observo, entre o espanto e o fôlego,
a silhueta da mulher quase menina,
desabrochada de semideusa.

Ela nada quis além de um cálice,
um gole (sôfrego!) no sangue da terra.
Dadivosa bênção das uvas,
o seu mistério secular.

Tez morena, varinha mágica da música.
Arfam os seios, rutilam os olhos.
Volúpia nos quadris, o samba fazendo alma.
Apenas um cálice... Cale-se!

Passos ritmados, o estandarte doido.
O corpo. Ao diabo as penas do corpo!
Tamborilam todas as fibras.
Expiram os últimos anjos.

Valei-me, Gabriel,
que a minha espada é flamejante!

- Do livro OVO DE COLOMBO. Porto Alegre, Alcance, 2005, p.28.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/47880
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 05/09/2005
Reeditado em 26/08/2008
Código do texto: T47880
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
2581 textos (709618 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 15:44)
Joaquim Moncks