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Luxúria

Se teus olhos iludem minha alma.

Não é por mentiras emanarem deles.

Sou leiga ao ler sentimentos...

E tola o suficiente,

Para me apaixonar pelo vento.

Teu desejo é verdadeiro.

E voraz é minha vontade.

Juntos navegamos,

Em mares de sonhos tantos!

Loucos desejos, prontos.

Em nossos corpos, nascidos do acaso...

As sementes da volúpia,

Enxertadas com as mãos da carência,

Germinadas por um vento insano,

Que espalhou com o tempo,

Esse rebento de amor,

Esse rompante, esse apelo,

De mim para você,

De você para mim!

Fez brotar no meu peito, um afeto novo.

Que me acariciou numa tarde!

Me fez perder a noção, do que é certo e errado...

Do que é verdadeiro ou falso.

Pois, nem tudo que brilha é ouro,

E me enfeitei, com o ouro dos tolos!

Não há nuvens no horizonte...

Calmaria , quer dizer tempestade.

Prelúdio de vendaval de saudades,

De amargas lembranças, dos momentos de lucidez.

Quando nos atínhamos, a sorrisos saldáveis,

Carícias dissimuladas, pela cortesia do momento.

Comuns, a amigos, parceiros...

Trocamos esse querer sadio,

Por beijos ardentes,

Que queimam as entranhas da gente!

E nos faz, querer transpor,

O horizonte de nossa realidade.

Sentidos à flor da pele...

Teu simples olhar, já me despe!

Me vejo bailando entre nuvens,

Numa dança pagã, de ritmo antigo.

Prazerosa na carne,

Mais, que fere o espírito.

Atormenta meus momentos.

Formentando no meu peito aflito,

A visão de um sentimento puro...

Ilusão!

Pois, a luxúria impera em nossa união.

E nisso, teus olhos não mentem,

Quando brilhando me olham,

E volto a sonhar, com você!



Observadora
Enviado por Observadora em 06/09/2005
Reeditado em 01/05/2006
Código do texto: T48021
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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