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Sozinha

Você não sabe do que é capaz,

Um coração transpassado,

Pelos os avessos da vida que volvem uma alma...

Quando a ilusão faz morada,

Expulsa a razão,

E deixa no chão...

Sonhos despedaçados.

Uma vida ancorada, no limbo da estrada.

Sem motivo,

Sem gosto.

Com jeito de flor presenteada,

Com a certeza de enfeitar por momento...

Para morrer, sem deixar vestígios.

Só um embrulho bonito,

Escondido num canto qualquer.

É assim que me sinto!

Por isso fujo da paixão,

Por isso, fujo de você.

Incoerente sempre,

A me dizer mil loucuras...

A me mentir, de maneira deliciosa.

Congelo teu riso em minha memória,

Para te ter sempre aqui,

Perto de mim!

Com teu olhar, a acariciar meu corpo,

Arrepiar minha pele,

Deixando por onde passa, a vontade de ser toda absorvida...

Por teu imenso desejo,

Que me envaidesse e alucina.

E fico assim,

Pressentindo teu beijo,

Ânsiando por teu carinho!

Com medo desse sentimento...

Você não sabe do que é capaz

Um caração massacrado pela vida,

fico aos cacos, colado, bem frágil!

Não me faça morrer, mais uma vez.
Observadora
Enviado por Observadora em 06/09/2005
Reeditado em 26/08/2006
Código do texto: T48026
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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