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Poema 0107 - Estradas





Andei perdido por caminhos estranhos,
antes de você,
fui andarilho de muitos corações,
o frio estava dentro do corpo, até a alma.



Quando meus olhos te encontrou,
sei que ficou diferente,
o sorriso veio à boca, muito antes da voz,
a distância acabou, não houve promessas...



Marcamos as trilhas com carinhos,
como se meu corpo fosse seu,
viajou em pedaços de sonhos,
até completar, os meus, ficaram nossos...



Preciso de um amor do jeito do seu,
de quando em quando volto um pouco,
retoco de paixão meus sonhos,
nada fica esquecido, nem a noite, nem o dia.



Deixo hoje todas as estradas,
quero recostar meu corpo cansado,
peço, até imploro se preciso, me dê amor,
assim ficarei, não sei se para sempre, ficarei.



Não quero lembrar das distâncias,
de olhos que jamais tornarei a ver,
tenho o abraço, o carinho pronto,
sirva-se da minha paixão, até que o amor chegue.



Voltarei todas as noites para sua cama,
caminharei apenas dentro do seu corpo,
as distâncias vão ser de uma pele:
a minha da sua e, no meio, nossos desejos.



21/12/2004

Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 24/02/2005
Código do texto: T5045
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas