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Solidão

Em brumas, de um vento antigo,

Mascarei meus sonhos.

Buscando, a alegria dos deuses,

Silênciei minha alma.

No claro de um outono frio,

Vi, meus últimos raios sorrindo;

Para as folhas, secas, à deriva...

Um soluço, agora hirto na garganta,

Teu nome, a ressonar em mim!

Deixo clorofilar meu corpo.

Meu oxigênio, embebeda todo o ar,

Num ritual puro de vida!

Minha mente vaga, numa música única.

Entoada por milhões de anjos,

Que falam ao silêncio, que já não existo...

Minhas lágrimas secaram.

E não mais servem, de seiva para as plantas.

Abscôndito e frio, meu sexo morre de desejo,

De explodir em alegria!

Alegria, que já os deuses não têm.

E eu, nunca vou ter,

Pois me chamo,

Solidão!

Observadora
Enviado por Observadora em 14/09/2005
Reeditado em 04/05/2006
Código do texto: T50450
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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