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O QUE ENTRA MUDO, SAI CALADO

Vou te falar
que você não sabe,
conhece uma bela parte,
mas ela ainda é metade.
Faço barulho por nada,
destruo qualquer barricada,
mas o que interessa,
o que pesa na balança,
tá lascado, minha criança,
vai, adivinha,
porque eu, euzinha,
olha aqui,
fico calada.
Calo porque me interessa
saber qual é a tua onda,
quanto de mim te importa,
e quer saber, tenho pressa.
Calo, fico quietinha.
Ciumenta, eu?
De modo, algum,
fico mudinha
pros teus charminhos de lado.
Fico na minha,
bico fechado.
E no mais,
se te importa,
vai atrás da minha veia torta,
do meu sorriso de lado,
do meu olhar desviado.
O que importa, minha criança,
aí, o que entrou mudo,
sai calado.
Débora Denadai
Enviado por Débora Denadai em 19/09/2005
Código do texto: T51905

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Sobre a autora
Débora Denadai
Caracas - Distrito Federal - Venezuela, 54 anos
722 textos (154036 leituras)
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Débora Denadai

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